Metafísica: porque ficamos mais inspirados quando estamos tristes?


Deve haver uma explicação científica, espiritual ou biológica para nos sentirmos mais inspirados em dias que o ânimo não é lá dos melhores. Há de existir uma razão que desvende a relação da pouca produção de dopamina e endorfina com o aumento da inspiração – algo que nos deixa fragilizado, com a guarda baixa, e a defesa praticamente ausente para vírus e sensações.
O certo é que ficamos mais sensibilizados (sensíveis), e provavelmente começamos a exagerar nas emoções. De algum modo o cérebro busca lembranças das nossas fraquezas, trazendo tudo à tona, repetindo cenas e situações que nos deixa para baixo, exaltando todo o nosso pessimismo e diminuindo a nossa esperança – de tal modo que permanecemos por um bom tempo buscando achar um vestígio de algo que nos devolva a paz interior novamente – reestabelecendo a homeostasia.
Estranho é pensar que situações assim, acontecem do nada, e não deixam sequer uma razão lógica daquilo que poderia ser a causa desses pensamentos ruins. E esse talvez seja o lado ruim de você raciocinar, ou o lado ruim de você não ser um ignorante qualquer que vive a mercê dos dias, da sorte, do destino, ou de tudo que não depende de si próprio para acontecer.
A verdade é que se você aprofunda realmente nas questões que envolvem a vida, você tende a não encontrar as respostas que procura, ficando predisposto à frustração, por se perder numa viagem interior e com o exterior, sem ao menos encontrar o início da estrada e o caminho para seguir. Mas, por outro lado, esse seja realmente o sentido da nossa vivência: a incessante busca por uma explicação, por uma razão e, talvez o fato de não encontrarmos é que nos faz não parar de procurar.
De certa forma, a vida tende a ser um palco, místico cheio de mistério, deslumbrante que nos permite experimentar uma gama de sensações e emoções inexplicáveis, e que talvez o fato de não sabermos tudo, é que a torna interessante.

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