UMA CONTRIBUIÇÃO LITERÁRIA SOBRE A RESISTÊNCIA AO TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL NA JUVENTUDE
UMA
CONTRIBUIÇÃO LITERÁRIA SOBRE A RESISTÊNCIA AO TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO
ARTERIAL NA JUVENTUDE
Cleiton Ribeiro Alves[1],
Cláudia
Betânia2, Luciano
Vasconcelos3, Lucas Xavier de Souza4, Jaqueline Alves de Souza 5
RESUMO
INTRODUÇÃO: A hipertensão
arterial é a doença crônica que apresenta maior prevalência no mundo, sendo um
fator de risco importante e independente para doença cardiovascular, acidente
vascular encefálico (AVE) e doença renal. A incidência da hipertensão em jovens
revela que a hipertensão deve surgir na infância, fornecendo subsídios para que
esta se estenda na vida adulta. OBJETIVOS:
Identificar os motivos da resistência dos jovens ao tratamento da
hipertensão. METODOLOGIA: O trabalho foi realizado por meio de revisão
bibliográfica com inclusão de estudos descritivos relevantes, realizados a
partir de um levantamento de artigos científicos. Estes foram pesquisados na
Biblioteca Virtual em Saúde utilizando como fontes diretas e indexadas as bases
científicas LILACS, BIREME e SciELO. A referida pesquisa aconteceu no
mês de maio de 2012 utilizando como descritores de saúde para pesquisa os
termos “hipertensão arterial”, “tratamento” e “jovens”. RESULTADOS: A elevação da pressão arterial pode estar presente não
somente em adultos e idosos, mas também em indivíduos mais jovens e até mesmo
em crianças. Os casos registrados de hipertensão entre os públicos jovem e
infantil têm sido cada vez mais frequentes, tanto pelo aumento da detecção da
doença quanto pelo avanço do sobrepeso e da obesidade. Mesmo com a descoberta da hipertensão na
juventude, e com os avanços observados do ponto de vista farmacológico na
produção de medicamentos cada vez mais eficazes para seu tratamento associado
ao tratamento não farmacológico, e dos benefícios comprovados na redução da
mortalidade e morbidade relacionadas a eventos cardiovasculares, continua
havendo um número muito grande de indivíduos hipertensos não tratados ou
tratados inadequadamente. Sabe-se que existe certa resistência em relação à
adesão ao tratamento por parte dos jovens e inúmeros fatores interferem nessa
questão, entretanto todos esses fatores têm existência na mudança de vida. Eles
resistem à mudança de hábitos e não ao tratamento. Outro fator relevante são os efeitos colaterais.
Não há estudos de longo prazo sobre o uso de anti-hipertensivo na infância ou
na adolescência. É importante salientar que o conhecimento e as crenças dos
pacientes sobre sua doença, a motivação para controlá-la, sua habilidade para
associar seu comportamento com o manejo da doença e suas expectativas no
resultado do tratamento podem influenciar negativamente na adesão. CONCLUSÃO: Conclui-se, então, que a
frequência de casos de hipertensão na juventude é cada vez mais registrada,
fazendo com que o alvo dessa doença não seja somente o público adulto ou idoso,
e apesar dos esforços para o controle da hipertensão arterial, os jovens
hipertensos, que deveriam ser os mais interessados pelo tratamento,
infelizmente relutem em não aderi-lo, devido às mudanças provocadas no seu modo
de vida – o que torna difícil o controle dessa patologia nessa faixa etária. É
preciso salientar que ainda existem poucos estudos sobre a hipertensão na
juventude, apesar de ser comprovada a evidência da doença nessa fase da vida -
o que é evidenciado pela ausência de meios de adesão ao tratamento específico
para essa faixa etária.
Descritores: Hipertensão.
Tratamento. Jovens.
REFERÊNCIAS
BRASIL,
Ministério da Saúde. VI Diretrizes
Brasileiras de Hipertensão. Revista Brasileira de Hipertensão, 2010.
Disponível em:< http://www.anad.org.br/profissionais/images/VI_Diretrizes_Bras_Hipertens_RDHA_6485.pdf>
Acesso em 08 de maio de 2012.
GUSMÃO,
Josiane de Lima. Adesão ao tratamento em
hipertensão arterial sistólica isolada. Rev Bras Hipertens vol.16(1):38-43,
2009.. Disponível em:< http://departamentos.cardiol.br/dha/revista/16-1/11-adesao.pdf>
Acesso em 08 de maio de 2012.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE
CARDIOLOGIA. V Diretrizes Brasileiras de
Hipertensão Arterial. Arq. Bras. Cardiol. [online]. 2007, vol.89,
n.3. Disponível em:< http://dx.doi.org/10.1590/S0066-782X2007001500012>
Acesso em 08 de maio de 2012.
[1] Autor. Graduando da UNESC Faculdades – União de
Ensino Superior de Campina Grande (Campina Grande – PB)-(UNIDADE
I: Rua: Praça Coronel Antonio Pessoa, 111 – Centro);
2, 3, 4, 5 Co-autores. Graduandos da UNESC Faculdades.

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