FALSO JULGO DA SOCIEDADE SOBRE A SEXUALIDADE NA VELHICE: UMA CONTRIBUIÇÃO LITERÁRIA PARA REFORMULAÇÃO DE CONCEITOS
Esse foi um resumo meu aprovado no II Congresso Internacional de Envelhecimento Humano 2011, que fala sobre a questão da sexualidade na velhice. Espero que gostem!
INTRODUÇÃO: Pouco se sabe sobre os comportamentos sexuais e função sexual das pessoas idosas, apesar do envelhecimento da população. Essa temática não tem tido a devida importância na sociedade, a qual acredita comodamente, que a atividade sexual desaparece com a idade; pois, diante das críticas sociais e, na grande maioria das vezes, do déficit de informações sobre o que acontece com o seu corpo no processo de envelhecimento, algumas pessoas se conformam e aceitam que sua vida sexual chegou ao fim. OBJETIVOS: Apreciar a temática da sexualidade sob a perspectiva do processo de envelhecimento. METODOLOGIA: Para o estudo foi realizada uma revisão literária sistemática por meio da meta-pesquisa simples no portal da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) que reúne artigos indexados em bases científicas de dados como LILACS, IBCS, MEDLINE, COCHERONE E SCIELO. Foram encontrados 05 artigos publicados em português, entre 2005 e 2010, em duas revistas científicas nacionais indexadas, tendo como assunto principal a sexualidade no processo de envelhecimento. A pesquisa com todo o processo de seleção, recolhimento, interpretação e discussão dos dados foi feita entre os meses de agosto e setembro de 2011. RESULTADOS: A influência da cultura é algo marcante e deve ser levado em consideração principalmente quando se procura enfocar a sexualidade da pessoa – sendo palco de interpretações, discussões e visões multifatoriais, além de ser considerada por muitos estudiosos um importante campo da experiência humana, apesar de ainda se revelar cheia de mitos e preconceitos. Na terceira idade, a dificuldade em vivenciar a sexualidade pode ter relação com mitos associados a corpos perfeitos esculpidos nas academias ou plásticas cirúrgicas, ao vigor físico e à juventude. Com isso, os mitos têm servido para criar um ar de mistério em torno da expressão sexual humana, que tende a contribuir para a ignorância e interpretações errôneas, podendo proporcionar o declínio da prática desta necessidade. Felizmente, nos últimos anos vem ocorrendo uma revolução na concepção e na prática da sexualidade, o que tem refletido de forma indiscutível na terceira idade. Alguns fatores tiveram influência nesse processo, como: a vida sexual deixou de ser vista apenas como forma de procriação, se tornando uma fonte de satisfação e realização de pessoas de todas as idades; o notável e progressivo aumento de pessoas que chegam a uma idade sempre mais avançada em condições físicas e psicológicas satisfatórias e, indispostas a renunciar à vida sexual; e as DST’s obrigam todos a repensarem a sexualidade, reforçando a necessidade de se informarem e falarem mais abertamente sobre sexo. CONCLUSÃO: Padrões de comportamento são criados pela sociedade, que limita a sexualidade humana a um período entre a puberdade e o início da maturidade. Sendo assim, o comportamento sexual na velhice não costuma ser reforçado pela sociedade. Pelo contrário, é severamente punido através do preconceito que permeia essas relações. Submetido ao controle social o qual desencadeia os conflitos psicossociais inibidores da sexualidade, somado às modificações fisiológicas que, normalmente, ocorrem com o envelhecimento, os idosos parecem incorporar e aceitar essa assexualidade como um processo normal da idade.
Autor: Cleiton Ribeiro Alves.
Co-autores: Lucas Xavier de Souza, Jank Landy Simôa Almeida e Alan Costa Amorim
Autor: Cleiton Ribeiro Alves.
Co-autores: Lucas Xavier de Souza, Jank Landy Simôa Almeida e Alan Costa Amorim

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