IMPORTÂNCIA DO CONTEXTO FAMILIAR DE APOIO PARA A MULHER COM DIAGNÓSTICO DE CÂNCER DE MAMA


IMPORTÂNCIA DO CONTEXTO FAMILIAR DE APOIO PARA A MULHER COM DIAGNÓSTICO DE CÂNCER DE MAMA


Cleiton Ribeiro Alves (cleiton_ribeiro09@hotmail.com)[1]
Lucas Xavier de Souza (lucasxds18@hotmail.com)2
Márcio Soares Lima da Cruz (marcinhopanka@hotmail.com)3
Davydson Gouveia Santos (davydson_gs@hotmail.com)4
Jank Landy Simôa Almeida (jankalmeida@ig.com.br)5


RESUMO
(modalidade pôster)

INTRODUÇÃO: As pacientes com câncer de mama vivenciam experiências de dor física e psicológica durante diferentes estágios da doença (LOPES, 2007). O câncer traz mudanças efetivas na vida da pessoa, porque o diagnóstico altera a condição anteriormente estabelecida de atividade para colocá-la num lugar de passividade em relação à vida. Por esses e outros motivos, é muito importante o apoio familiar e social a mulher acometida de câncer para que se possa lidar de forma menos traumática com o diagnóstico. OBJETIVOS: Analisar o significado do suporte familiar para a mulher que tem o diagnóstico de câncer de mama confirmado. METODOLOGIA: O trabalho foi realizado por meio de revisão bibliográfica com inclusão de estudos descritivos relevantes, realizados a partir de um levantamento de artigos científicos. Estes foram pesquisados na Biblioteca Virtual em Saúde utilizando como fontes diretas e indexadas as bases científicas LILACS, BIREME e SciELO. A referida pesquisa aconteceu no mês de abril de 2011 utilizando como descritores de saúde para pesquisa os termos “câncer de mama”, “diagnóstico” e “contexto familiar”. RESULTADOS: O momento em que uma pessoa recebe um diagnóstico geralmente é decisivo em sua vida, porque a partir de então, tem a possibilidade de reformular aspectos importantes de seu cotidiano (RZEZNIK & DALL’AGNOL 2000). Algumas conseqüências relacionadas ao diagnóstico do câncer estão associadas aos aspectos sociais, outras ao psiquismo, como as idéias recorrentes de morte, o medo da mutilação e da perda de algumas pessoas de seu convívio. Isso porque o seio é o órgão do corpo feminino que está associado ao prazer e à vida, e lidar com alterações corporais, principalmente relacionadas a essa parte do corpo, é algo muito difícil para a mulher, independente da faixa etária em que se encontra (Silva et al, 2000).  É neste momento que a família e os profissionais de saúde desempenham grande importância no movimento de aceitação da paciente, e no entendimento de que, apesar da possibilidade de que algumas mudanças ocorram para se adaptar à sua nova condição, a qualidade de vida pode ser mantida. Por isso, é importante para a mulher sentir que tem uma rede de apoio social e familiar disponível, que não a permita desistir, e que torne mais fácil o enfrentamento da doença. Assim torna-se mister relevar o papel dos entes familiares como partícipes ativos, e incondicionais apoiadores, ocupando papel de destaque na terapêutica familiar que complementa o tratamento médico-hospitalar (BERGAMASCO & ANGELO, 2001). CONCLUSÃO: Tendo em vista a mudança que o câncer de mama trás na vida das mulheres acometidas, percebe-se a importância do acompanhamento familiar, para que as pacientes possam lidar com esta situação de forma menos dolorosa e mais efetiva para seu tratamento; pois as experiências relacionadas com o câncer de mama têm âmbito muito individual, tendo representações diferenciadas para cada mulher que as vivencia.

Descritores: Câncer de mama. Diagnóstico. Contexto familiar.

REFERÊNCIAS

Bergamasco RB, Angelo M. O sofrimento de descobrir-se com câncer de mama: como o diagnóstico é experienciado pela mulher. Rev Bras Cancerol. 2001; Vol. 47 No3. Disponível em:

LOPES, Maria Helena Baena de Moraes, et al. Sentimentos e experiências na vida das mulheres com câncer de mama. Rev Esc Enferm USP 2007. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342007000200020&lang=pt Acesso em 28 de abril de 2011

Rzeznik C, Dall’Agnol CM. (Re)descobrindo a vida apesar do câncer. Rev Gaúcha Enferm. 2000; Vol. 21(n. esp). Disponível em: 

Silva RM, Rodrigues DP, Gurgel AH, Farias LM. Auto-exame das mamas em mulheres jovens e a relação com o autocuidado. Rev RENE. 2000; Vol. 1 No1. Disponível em:





[1] Graduando da UNESC Faculdades – União de Ensino Superior de Campina Grande (Campina Grande – PB)-(UNIDADE I: Rua: Praça Coronel Antonio Pessoa, 111 – Centro);
2 Graduando da UNESC Faculdades.
3 Graduando da UNESC Faculdades.
4 Graduando da UNESC Faculdades.
5 Professor da UFCG – Universidade Federal de Campina Grande (Campina Grande-PB) e UNESC – União de Ensino Superior de Campina Grande (Campina Grande – PB). Professor convidado da FIP Faculdades. Intensivista neonatal (HJN – Caruaru-PE).

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